Sobrames do Estado de São Paulo Editoriais Presidenciais 2007-2008 – Volume I

Capa do livro

capa

Dedicatória

Este livro é dedicado
 aos membros passados, presentes e futuros da querida
 Sociedade Brasileira de Médicos Escritores do Estado de São Paulo,
 particularmente, àqueles que, doando de si próprios à sua administração
 nas sucessivas diretorias – subtraindo seu tempo e lazer –, fizeram com     
 que a entidade atingisse a respeitosa condição e projeção que tem hoje.

Helio Begliomini

Quando se Deve Olhar para Trás

Nos anos de crise, fui uma das vozes que se ouviu no clamor, em nossa sociedade, para que Helio Begliomini novamente assumisse a direção da regional de São Paulo da Sociedade Brasileira de Médicos Escritores. Continuar lendo

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Idéias de Luc Ferry, Ateísmo e Natal [*]

 

 

É muito imbecil, ou louco,

quem não vê, na sua estrada,

que com Deus é muito o pouco,

e sem Deus, o muito é nada…

 Octacílio Cruz Peixoto, trovador.

Luc Ferry é um filósofo e cientista social parisiense. Nasceu em 1951, contando, hoje, com 56 anos. Tem se tornado um escritor voltado para o humanismo secular. Em 2006, ganhou o prêmio Aujourd’Hui com seu livro Aprender a Viver, onde apresenta a história da filosofia desde a antiga Grécia à atualidade.

É conhecido como um dos mais radicais defensores do movimento de laicização no Ocidente, particularmente contra o avanço dos fundamentalistas. Quando foi ministro da Educação, na França, entre 2002 e 2004, muito repercutiu o fato àquela época, de proibir o uso de véus das mulheres muçulmanas em escolas públicas. Continuar lendo

Abrames: Vinte Anos de História![1]

A Academia Brasileira de Médicos Escritores (Abrames) é o único silogeu literário exclusivo de médicos que se conhece no mundo! Foi idealizada por Mateus Vasconcelos, ex-presidente da Sociedade Brasileira de Médicos Escritores (Sobrames), regional do Estado do Rio de Janeiro (1969-1971 e 1974-1975) e da sede nacional (1980-1982).

A fim de que tal desiderato fosse alcançado, um pugilo de médicos idealistas, constituído por Marco Aurélio Caldas Barbosa, eleito presidente dessa comissão, Mateus Vasconcelos, Miguel Calille Jr., Tito de Abreu Fialho, Maria José Werneck, Perilo Galvão Peixoto, Syllos de Sant`Anna Reis e Luiz Gondim de Araújo Lins passou a se reunir na Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro. Formularam seus estatutos, as insígnias acadêmicas e escolheram para patrono da entidade Manuel Antônio de Almeida (1831-1861), médico, jornalista, cronista, romancista, crítico literário e também patrono da cadeira no 28 da Academia Brasileira de Letras. Continuar lendo

Tributo a Jundiaí e aos Jundiaienses[*]

 

 Agradecer é reconhecer-se humildemente endividado.

Conheci três homens que tiveram singularmente como denominador comum o amor pela Medicina e um carinho todo especial pela cidade de Jundiaí.

O primeiro deles era um jovem que transpirava ardentemente seus ideais em ser médico. Apaixonou-se por essa causa desde a sua infância, aos seus seis anos de idade, e dela jamais arredou pé. Assim, manteve e alimentou esse sonho durante sua adolescência e juventude e, de modo particular, diuturnamente no terceiro ano do antigo científico, pois o realizava à noite enquanto frequentava, pela manhã, o cursinho preparatório para Medicina. Contava ele com dezessete anos. Disse-me que fora o pior ano de sua vida, haja vista o cansaço físico e psicológico causados pelo estresse e pela acirrada competição.

Uma alegria inaudita experimentou após saber que fora aprovado no difícil vestibular, em virtude da Faculdade de Medicina de Jundiaí oferecer apenas sessenta vagas anuais, praxe que continua até hoje em dia. Continuar lendo

Setembro Especial

“Acontece com os livros o mesmo que com os homens: um pequeno grupo desempenha um grande papel.”

François-Marie Arouet –Voltaire (1694-1778) – Filósofo, escritor, poeta, dramaturgo e historiador francês.

Primavera, verão, outono e inverno perfazem as estações do ano e dão um colorido todo especial à vida. A variação, qualquer que seja ela, além de propiciar que saiamos da rotina, estimula-nos e revigora-nos. Já diziam os antigos romanos: “varietas delectat” – a variedade nos deleita.

Em analogia à letra da belíssima música “Águas de Março”, lançada em 1972, na efervescência da bossa-nova, pelo eminente maestro, refinado compositor e letrista Antonio Carlos Brasileiro de Almeida Jobim (1927-1994), imortalizado simplesmente como Tom Jobim, cujos versos expressam: “são as águas de março fechando o verão e a promessa de vida no teu coração” –, setembro é um mês todo especial para a Sobrames paulista. Continuar lendo